quinta-feira, 16 de julho de 2015

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Amor IN-condicional




(...) farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz...
Clarice Lispector 

Bloco de notas: "Quando tudo faz barulho /Mas nada me fala ao co...

Bloco de notas:

"Quando tudo faz barulho /Mas nada me fala ao co...
: "Quando tudo faz barulho / Mas nada me fala ao coração"

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tetélestai



Francamente olhe para nós, somos só um pedaço da vida, disformes, propensos, viciados, efêmeros, um pedaço avariado de Deus. Então como aceitar tudo isso e saltar à graça, mergulhar, deixar-se permear por Caminho, Verdade e Vida, sem um subterfúgio se quer para se agarrar enquanto se cai nas mãos de Deus.

Caros impostores sejamos francos, melhor cair aqui, mais confortável, melhor esse cômodo, que cair na cruz e aceitar nossa condição denunciada no amor. Assumir Cristo esfregando suas vestes sujas nos tanques da redenção. Como olhar nos olhos daquele que rendeu seu sangue para redenção de nossos corpos, alma e espírito? Nosso orgulho consentirá? A gente olha pra dentro da gente e reluta aceitá-lo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Abraçe!



A duração média de um abraço entre duas pessoas é de 3 segundos.

Mas os pesquisadores descobriram algo fantástico.

Quando um abraço dura 20 segundos, há um efeito terapêutico sobre o corpo e mente.

A razão é que um abraço sincero produz um hormônio chamado “oxitocina”, também conhecido como o hormônio do amor.

Desta substância medram muitos benefícios a nossa saúde física e mental, ajuda-nos, entre outras coisas, à relaxar, à se sentir seguro e a acalmar nossos medos e ansiedades.

Este maravilhoso calmante é oferecido de forma gratuita cada vez que temos uma pessoa em nossos braços.



Nicole Bordeleau

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Maria



Ela Maria, mãe de um filho especial, tão especial que obviamente já sabia que a transcendia tal missão demasiada sobrenatural, dar a luz e Vê-la iluminar. Daí então todo que o conhecia a ela dizia: - Ele é especial! Mas para ela nada novo em seu amar intocado, transcorria o dia e tudo seguia imaculado.

É especial? É um filho para mim! Todos os meus filhos são especiais, é reservado a todos um amor assim, não tem nada de anormal, é justo, nobre, bonito, a mim Ele veio de modo tão natural.

Com palavras prostituiria amor tão santo e ilibado, só esse amor a todos caminha ao lado, nada se compara e a nada pode ser igualado.


Nessa história de ser mãe vem em negrito, já no manual, seu amor sempre será INCONDICIONAL. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A vida é sonho - Calderón de La Barca



"Ai de mim. Ai, pobre de mim!
Aqui estou, ó Deus, para entender que crime cometi contra Vós.
Mas, se nasci, eu já entendi o crime que cometi.
Aí está motivo suficiente para Vossa justiça, Vosso rigor, pois o crime maior do homem é ter nascido.
Para apurar meus cuidados, só queria saber que outros crimes cometi contra Vós além do crime de nascer. Não nasceram outros também?
Pois, se os outros nasceram, que privilégio tiveram que eu jamais gozei?
Nasce uma ave, e, embelezada por seus ricos enfeites não passa de flor de plumas, ramalhete alado, quando veloz cortando salões aéreos, recusa piedade ao ninho que abandona em paz. E eu, tenho mais instinto, tenho menos liberdade?
Nasce uma fera, e, com a pele respingada de belas manchas, que lembram estrelas. Logo, atrevida e feroz, a necessidade humana lhe ensina a crueldade, monstro de seu labirinto. E eu, tendo mais alma, tenho menos liberdade?
Nasce um peixe, abordo de ovas e lodo, e, feito um barco de escamas sobre as ondas, ele gira, gira por toda a parte, exibindo a imensa habilidade que lhe dá um coração frio; e eu, tendo mais escolha, tendo menos liberdade?
Nasce um riacho, serpente prateada, que dentre flores surge de repente e de repente, entre flores se esconde, onde músico celebra a piedade das flores que lhe dão um campo aberto à sua fuga. E eu, tendo mais vida, tenho menos liberdade?
Assim, assim chegando a esta paixão, um vulcão qual o Etna quisera arrancar de perto pedaços do coração.
Que lei, justiça ou razão pôde recusar aos homens privilégio tão suave, exceção tão única que Deus deu a um cristal, a um peixe, a uma fera e a uma ave?"

Texto de Pedro Calderón de La Barca (1600 - 1681), dramaturgo espanhol.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Por que no meio da dor os negros, dançam, cantam e riem?

Trechos do artigo de Leonardo Boff 
"Por que no meio da dor os negros, dançam, cantam e riem?" 

"...porque a alegria do Senhor é a vossa força."
Neemias 8:10b


"...Os africanos usam a palavra ubuntu que significa:”eu sou o que sou porque pertenço à comunidade” ou “eu sou o que sou através de você e você é você através de mim”. Todos precisamos uns dos outros; somos interdependentes. O que a física quântica e a nova cosmologia dizem acerca de interconexão de todos com todos é uma evidência para o espírito africano."

"...O terceiro eixo são os rituais e celebrações. Ficamos admirados que se dedique um dia inteiro de orações por Mandela com missas e ritos. Eles sentem Deus na pele, nós ocidentais na cabeça. Por isso dançam e mexem todo o corpo enquanto nós ficamos frios e duros como um cabo de vassoura."

"...Há alguns anos, na África do Sul, impressionei-me ao ver que bastava se reunirem três ou quatro negros para começarem a cantar ea  dançar, com um largo sorriso.Um dia, perguntei a um jovem motorista de taxi:”Seu povo sofreu e ainda sofre muito. Mas basta se juntarem umas poucas pessoas e vocês estão dançando, cantando, rindo. De onde vem tanta força?” E ele: “Com o sofrimento, nós aprendemos que a nossa alegria não pode depender de nada fora de nós. Ela tem de ser só nossa, estar dentro de nós.”

http://goo.gl/xF5jQo

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

I-maculado?


Aquela sujeirola pobre no fundo da alma, mesmo no mais sublime e ilibado amor mundano, convence da paupérie humana que tanto contesta meu coração.